Capitulo 3 - O paralelo entre a Ciência e o Misticismo.


“ Nossas idéias confortáveis de um Universo feito de bolinhas sólidas de matéria (reducionismo), se comportando de maneira lógica, foram implodidas. Uma partícula não é uma entidade separada mas sim um conjunto de relações. O mundo é um tecido de eventos inter conectados, um todo dinâmico inquebrantável. Os cientistas não são mais meros observadores e devem ser considerados como participantes. A Física e o Misticismo convergem em intrigantes paralelos, fechando círculos e encontrando as mesmas verdades por caminhos diferentes”. - Fisicos Ocidentais Contemporaneos.


A cultura Ocidental foi de certa forma prejudicada em seu espiritualismo por Rene Descartes (pintura ao lado), que pregou a explicação do mundo através do Reducionismo, isto é, procurou explicar o funcionamento de algo, reduzindo este algo às suas partes componentes, dividindo, dissecando e, depois de entendido, tentando montá-lo novamente e reproduzi-lo.



Embora Descartes tenha vivido no século XVII, a precisão dos cálculos infinitesimais e as leis de Isaac Newton (ao lado) no final do século XIX, se tornaram um dos principais argumentos para se pensar em conseguir definir o Universo inteiro com precisão, baseado em suas partes componentes, e assim poder entendê-lo

.

O nome Descartes em latim se escreve Cartesus e portanto a sua filosofia ficou conhecida como Cartesiana. O pensamento Cartesiano dominou o mundo Ocidental no século XX até meados da década de 70, embora tenha sido bravamente contestado por uma minoria.

Não quero aqui condenar o Cartesianismo nem o Reducionismo que foram os pilares da revolução cientifica dos séculos XIX e XX e conseguiram levar a humanidade ao progresso e à tecnologia que nos proporciona o conforto moderno. Apenas indico que este progresso, como agora se evidencia, é incompleto e não tão exato como pretendia ser.

Veja esta analise do site Filosofix:

O sistema de René Descartes foi o mais influente da filosofia mecânica. Depois de considerar que, dentre todas as ciências, apenas a matemática lhe garantia a “certeza” e a “evidência das razões”, estava traçado o caminho a seguir no ousado projeto de unificação do saber. Para Descartes, assim como para Kant posteriormente, o rigor matemático era o ponto de partida da reflexão filosófica.

O sistema cartesiano fundava-se na unificação da matemática com a física: conceitos como o movimento aristotélico, as qualidades, as formas substanciais eram substituídos pelos elementos da física cartesiana, dotados de propriedades geométricas. O novo sistema era legitimado por uma nova metafísica que definia a matéria exclusivamente em termos de extensão, o que estabelecia uma equivalência entre matéria e espaço e acarretava, conseqüentemente, a negação do vácuo. Pelo novo sistema, qualquer interação entre corpos se dava necessariamente por ação de contato, e a quantidade de movimento no mundo era sempre constante. Uma implicação óbvia era que não podia haver então nenhum movimento novo no mundo: a matéria, portanto, deveria ser considerada passiva e inerte.

Oposto ao Reducionismo, o Holísmo, afirmava que a soma das partes não é igual ao todo. O todo integral possui uma característica que vai além da simples soma de suas partes.

"Navegar é preciso, viver não é preciso" - Camões.

A Natureza não é precisa, e aí esta a sua beleza. A beleza de uma flor, por exemplo, esta baseada no fato de que nenhuma pétala é exatamente igual a outra. Tente desenhar uma margarida com pétalas iguais e você verá que o resultado é uma flor feia, sem vida. Os orientais inventaram uma expressão para definir a beleza da imprecisão: Wabi-Sabi.

O Fotografo Richard Martin diz: “A idéia do Wabi-Sabi fala de estarmos prontos a aceitar as coisas como elas são. Isto vai contra o ideal Ocidental que enfatiza o progresso e o crescimento como componentes necessários a vida diária. A natureza fundamental do Wabi-sabi diz respeito ao processo, e não a um produto final, sobre o decaimento e o envelhecimento, não o crescimento. Este conceito requer a arte da lentidão, um desejo de se concentrar em coisas que são geralmente desprezadas, as imperfeições e marcas que gravam a passagem do tempo. Para mim este é o perfeito antidoto para o invasivo, evasivo, adocicado, estilo corporativo de beleza."






Qual das duas fotos de luminárias você acha mais bonita?
a) As 3 luminárias contemporâneas tecnológicas ao lado ou,
b) O vaso-luminária todo deformado abaixo?












Resposta: O vaso deformado natural bem exemplifica o Wabi-Sabi.


Wabi-Sabi é:

Uma parede de tijolos à mostra; uma cadeira com pintura descascada; um piso irregular; um galho torto; uma flor, etc.

O Reducionismo-Cartesiano-Newtoniano do Ocidente causou um enorme avanço nas Ciências e Tecnologias Ocidentais, mas deixou um grande atraso, uma lacuna, e causou mesmo um retrocesso, no conhecimento Espiritual e Esotérico do ocidente.

Em grande parte, a nossa matemática e ciência provém dos Gregos, porém com uma grave distorção: eles não abandonavam e conviviam com o misticismo, usando a matemática para explicá-lo. Nós ocidentais, renegamos o misticismo a uma categoria “não científica”.

Enquanto o Oriente já possuía o conhecimento holístico-espiritual consolidado por mais de 3 mil anos (talvez 6 mil), o Ocidente regrediu no que já conhecia holisticamente (abafou) cedendo lugar a tecnologia-burra a partir do começo do século 19 até o inicio da segunda metade do século 20.

Paradoxalmente, foi a própria Ciência Ocidental que passou a se interessar pela Filosofia Oriental, no início do século XX, quando precisou esclarecer os dilemas encontrados nas experiências da Física Quântica e para explicar os fenômenos das partículas sub-atômicas.

Cuidado: Muitos cientistas céticos ainda não aceitam esta ajuda do misticismo oriental e ficam zangados quando se comenta isso...

Os Cientistas mais abertos se entregaram e progrediram.

Físicos Ocidentais dizem hoje:
“ Nossas idéias confortáveis de um Universo feito de bolinhas sólidas de matéria (reducionismo), se comportando de maneira lógica, foram implodidas. Uma partícula não é uma entidade separada mas sim um conjunto de relações. O mundo é um tecido de eventos inter conectados, um todo dinâmico inquebrantável. Os cientistas não são mais meros observadores e devem ser considerados como participantes. A Física e o Misticismo convergem em intrigantes paralelos, fechando círculos e encontrando as mesmas verdades por caminhos diferentes”.

“Uma constatação poderosa repousa adormecida nestas descobertas da Física Moderna:
Uma conclusão de que os insuspeitos poderes da mente humana moldam a realidade ao invés do contrário.

Neste sentido a filosofia da Física Moderna está se tornando indistinguível da Filosofia Budista, que é a Filosofia da Iluminação ”.

Vejam as coincidências destas duas afirmações:

Nagarjuna – Filósofo Budista do século 2:

“As coisas derivam a sua existência e natureza por mútua dependência e nada são por si próprias”

H. P. Stapp – Físico do século 20:

“Uma partícula elementar não é uma entidade independentemente existente, analisável. Ela é, em essência, um conjunto de relações que se projetam para fora, para outras coisas.”

Ambas as “Escrituras”, a Científica Moderna e a Mística, dizem afinal a mesma coisa: Tudo é Uno, tudo é dependente de tudo, relacionado a tudo.

Tudo é Uno, dizem os místicos. Tudo o que há no Universo visível e invisível faz parte de um único tecido. Tudo influi em tudo. Uma folha que cai de uma árvore na China tem influência na constelação de Órion. Os Hindus costumam dizer que “... sequer uma folha cai sem que Brahman consinta.”

A teia de uma aranha nos fornece uma boa metáfora, pois qualquer vibração em qualquer parte da teia é transmitida para o centro, onde fica a aranha, a espera da sua presa. Assim é o nosso Cosmos, uma grande teia.

Tudo parece fazer parte de um imenso tecido, ou, como alguns preferem, de uma imensa gelatina incolor.

Tudo é Uno, dizem também os cientistas. Até mesmo os reducionistas, acabam de chegar à conclusão de que tudo o que há no Universo visível e invisível faz parte de um único tecido composto por pequenos anéis chamados de cordas (como cordas de uma harpa ou de um violino) que vibram em alta freqüência com alta energia formando as ondas quânticas (Teoria das Super-Cordas).

Olhando em detalhes pelo nosso lado, de baixo para cima:

Segundo as mais recentes descobertas da Física moderna, o nosso Universo é composto unicamente por ondas, geradas a partir de minúsculas cordas vibratórias em um espaço de 11(onze) dimensões. Nós percebemos só 4 dimensões (Altura, Largura, Comprimento e Tempo) porque as outras 7 estão dobradas em cilindros minúsculos, imperceptíveis para nós mas, sendo da mesma ordem de grandeza das cordas, exercem influencia decisiva no desenho de nosso universo, como explico a seguir.

Fig. 3-1 Aparência de uma corda da nova Teoria das Cordas, da Física Moderna:


•
Seu comprimento é de 10(-33)cm.





Ou seja:

0,0000000000000000000000000000000001cm.

• Estão tensionadas a 10(+39) toneladas,

ou seja:

1000000000000000000000000000000000000000 tons. segundo os Físicos


A vibração destas cordas são iguais as das cordas tensionadas de um violino, por exemplo, e reverberam segundo os princípios das caixas de ressonância acústica que conhecemos. Em nosso Universo de 11 dimensões o espaço geométrico não deve ser nada simples, portanto, estas caixas de ressonância cósmicas, super miniaturas, apresentam múltiplas formas impossíveis de se desenhar.

Mas imaginem uma destas cordas minúsculas vibrando e ressoando dentro de uma micro-caixinha tipo um micro-violão ou num micro-piano de cauda...

Ao lado vemos o esboço de uma tentativa de "visualizar" uma caixinha destas com 11 dimensões...

Dependendo da caixa de ressonância, que decorre da posição do espaço-tempo, estas vibrações das cordas ressoam na forma de energia de uma dada freqüência (que é a frequência de ressonância da caixa em questão com 11 dimensões) e, como energia é matéria, estas cordas vibrantes se materializam como fótons, elétrons, mésons, quarks, etc. E daí se juntam em átomos, elementos, e compostos, criando a matéria como a conhecemos. Vibração é energia, e energia se transforma em matéria segundo Einstein, E=mC2

O “m” da fórmula de Einstein quer dizer “massa” matéria, peso.

Portanto :

Matéria = Energia dividido C2 (velocidade da Luz elevada ao quadrado)

Como a velocidade da Luz é uma constante, temos que quanto mais energia, mais massa geramos.

Quanto mais a ciência avança, mais clara fica a evidência de que o Universo é Uno, tudo faz parte de uma única fibra ou tecido composto de ondas provenientes de uma vibração em altíssimas freqüências destas cordas em suas caixinhas com energias fantasticamente elevadas.

Na verdade as coisas que parecem separadas umas das outras não passam de pedaços de aglomerados desta fibra ou tecido único, como pelotas dentro de uma sopa engrossada com farinha.

Um átomo, um méson, um elétron, um próton, são ondas engarrafadas, e ondas são energia pura. Ou seja, são feitos a partir do mesmo tecido de ondas, somente que aglomerados de maneira diferente. Isto já está comprovado matematicamente.

O Físico Sir James Jean, diz em seu livro “ O Universo Misterioso”:
“... a tendência da física moderna é reduzir todo o universo material a ondas, a nada mais que ondas. Essas ondas são de duas espécies: ondas engarrafadas, que chamamos de matéria, e ondas não-engarrafadas, que chamamos de radiação ou luz. O processo de aniquilação da matéria consiste apenas em desengarrafar a onda-energia aprisionada e liberá-la para viajar pelo espaço. Esses conceitos reduzem todo o universo a um mundo de radiação, potencial ou existente, e não mais nos surpreende que partículas fundamentais da matéria mostrem muitas propriedades de ondas.”

Mesmo o espaço que pensamos estar vazio, o vácuo, não é vazio. Está tudo preenchido pela Fibra do Espaço-Tempo, a “gelatina cósmica” formada por estas cordas vibrantes. É como se fosse uma gelatina incolor com pedaços de gelatina mais dura suspensos. Não há espaços sem a gelatina, tudo é preenchido pela fibra. Daí se deduz que tudo é interligado e inter comunicado. Tudo afeta tudo ! Poder-se-ia estudar a “...influencia da borboleta azul do Pacifico sul na bolsa de valores de N. York ...“

A fibra recebe o nome de “Continuum de espaço-tempo” porque inclui ambos, o espaço e o tempo (Teoria da Relatividade de Einstein).

A Ciência mais e mais comprova o que o Misticismo afirmava a milênios: A Unicidade do Cosmos.

Esta Unicidade implica também em uma outra constatação:

Um ponto importante sobre o qual a ciência também já detectou indícios, é o campo da “Consciência Coletiva” de Jung.

O fenômeno da Sincronicidade.

Quando deixamo-nos levar sem forçar (vide Chuang Tzu no capitulo 2) as coisas começam a ser resolvidas com facilidade. As oportunidades se nos apresentam. Aquilo que precisávamos aparece. Aquela pessoa que procuramos nos chama ao telefone, etc, etc, etc.

Parece mágica, mas é Sincronicidade.

Saber aproveitar a Unicidade do Cosmos para aumentar a comunicação transpessoal. Você vai aprender a fazer essa mágica. Há um capitulo especial só para falar da Sincronicidade.

A seguir, vamos penetrar nos segredos de ambos, a Ciência e o Misticismo, compará-los e tirar o melhor proveito para nossas vidas profissionais e pessoais.

Utilizar este conhecimento místico, comprovado cientificamente ou (ainda) não, para embasar o processo de Tomada de Decisão e Orientação Estratégica na vida profissional ou em caráter pessoal, resultará, sem duvida, em uma vantagem que poderá fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso, mesmo que o Plano Divino seja diferente do seu plano individual.

Este guia foi escrito visando convencer até aqueles mais céticos ou ao menos fornecer alguma base científica para os conceitos místicos mais importantes.

Iremos esmiuçar cada conceito e cada avanço da ciência moderna com palavras e exemplos simples, pois, tanto quanto os místicos, os cientistas também são difíceis de entender.

Saber o que se passa e quais são as regras que importam em nosso Cosmos, será como acender a luz na prova de Arco e Flecha, e, para os mais iniciados, guiar a flecha até o alvo. Boa sorte !

Capítulo 4 - As Ondas Eletromagnéticas

No capitulo anterior chegamos a conclusão de que tudo em nosso Cosmos é no final onda ou melhor dizendo, Energia. Seja onda engarrafada em forma de matéria ou onda livre em forma de radiação, tudo não passa de ondas.

Mas, o que é uma onda?

Todos nós já vimos ondas no mar, ou mesmo em um lago ou poça d’água, quando atiramos uma pedra. Partindo do centro, onde a pedra tocou a água, formam-se círculos concêntricos que se expandem até a margem. As ondas são feitas da mesma água que está no lago, porém, cujas partículas foram movimentadas para cima e para baixo numa seqüência que se expande para as margens como se fosse aquele jogo em que um dominó derruba o outro. 

Na verdade a pedra ao cair na água empurrou para os lados àquela porção de água, e, esta, não tendo espaço aonde ir teve que empurrar as partículas vizinhas que se amontoaram e subiram formando o que chamamos a “frente de onda”. Vide Fig. 4.1





Quanto maior a pedra, mais alta é a onda formada e mais alta é a frente-de-onda. A altura da frente-de-onda se chama de

A= Amplitude e depende da energia inicial do empurrão.

As ondas do mar são formadas pelo vento e pelas marés da mesma forma: empurrando a água e forçando-a a subir por falta de espaço.

O som também é uma onda, só que em vez de água usa mais comumente o ar. As baleias e golfinhos propagam o som na água, por exemplo. O principio da onda acústica ou sonora é o mesmo: alguma força empurra o ar que é obrigado a se comprimir (ele não tem para onde subir como a água...) criando ondas de ar comprimido e expandido.

Um outro exemplo de ondas acústicas são as cordas do violino ou violão que vibram e transmitem estas vibrações ao ar. Os instrumentos musicais de sopro vibram palhetas e provocam ondas no ar também.

Estes dois tipos de onda são provocados por forças mecânicas (empurradas) e necessitam de um meio de propagação, seja água, ar ou qualquer outro meio. O som não se propaga no vácuo (você pode gritar a vontade, bater bumbo etc, no espaço sideral, que ninguém ouve).

Mas, existe um outro tipo de onda que, como se pensava antigamente, “aparentemente” não necessita de nenhum meio de propagação. São as Ondas Eletromagnéticas, que se propagam no vácuo, no ar, na terra ou na água. A propagação no vácuo é como se fizesse um jogo de derrubar dominós sem as pedras de dominó! (Veremos mais adiante que na verdade existe algo que é empurrado, mesmo no vácuo. )

As Ondas Eletromagnéticas, hoje muito conhecidas nossas, dentre elas a LUZ, as ondas de Radio, TV, Telefone Celular. Aparentemente, estas ondas se apóiam sobre si mesmas. Mas, apóiam o que?

No caso das ondas de água são partículas de água que sobem e descem.

No caso do som, são partículas de ar que se comprimem.

Mas, no caso das ondas eletromagnéticas são campos elétricos e campos magnéticos que se intensificam e se anulam. O mais estranho é que são duas ondas andando juntas, a elétrica e a magnética, porém uma na vertical e outra na horizontal formando um ângulo de 90 graus. Vide Fig. 4.2

Campos são regiões do espaço que apresentam um tipo de força atuando em uma dada direção. No caso de um campo elétrico, trata-se de uma região do espaço onde existe uma força elétrica atuando em uma dada direção. No caso de um campo magnético trata-se de uma região do espaço que apresenta uma força magnética atuando em uma dada direção. Você já experimentou colocar um objeto metálico próximo a um imã e sabe muito bem o que é a força de um campo magnético. O que puxa ou empurra o objeto de metal é o campo magnético existente na ponta do imã.

Pois bem, a onda eletromagnética são duas ondas formadas por sobes e desces de campos elétricos e magnéticos que caminham no espaço em posições de 90 graus sem necessitar aparentemente de nenhum meio físico para se apoiar, são auto-suficientes. Só aparentemente, porque, como vimos nos capítulos anteriores existe a gelatina cósmica ou o tecido de espaço-tempo que a tudo permeia. Talvez, ou com certeza, a onda eletromagnética se apóie e até use algo deste tecido de espaço-tempo como meio de propagação.

Frequência

Uma propriedade importante das ondas é a sua freqüência, que é medida pela quantidade de frentes de onda que passam por um determinado ponto a cada segundo

Se passarem 10 frentes de onda por segundo então se diz que a freqüência desta onda é de 10 Hertz, unidade batizada em homenagem ao físico Hertz.

Se passarem mil frentes por segundo diz-se que a freqüência é de 1000 Hertz ou podemos simplificar para 1 Kilohertz (o sufixo kilo quer dizer mil vezes)

Se passarem um milhão de frentes por segundo dizemos 1 Megahertz.

Se passarem mil milhões de frentes por segundo dizemos 1 Gigahertz.

Nos computadores pessoais, se usa muito falar em Gigahertz para dizer qual é a velocidade de processamento das informações. Na verdade estamos dizendo que o oscilador local do computador gera ondas eletromagnéticas de tantos Gigahertz e com isso é capaz de ler os bites e bytes da memória nesta velocidade.

Comprimento de Onda

Você já deve ter deduzido que a freqüência de uma onda será tanto maior quanto menor for a distância entre uma frente-de-onda e sua antecessora. Se as ondas estiverem bem juntinhas, a freqüência será maior. Se estiverem separadas, a freqüência será menor.

Esta distância se chama de Comprimento de Onda e é calculado como proporcional ao inverso da freqüência. (Fig 4-3)

A velocidade das frentes de onda depende do meio onde elas se propagam.

No caso das ondas do mar, depende da água, no caso do som, depende do ar, e, no caso das ondas eletromagnéticas depende do tecido espaço-tempo, quando estão no espaço, mas também depende do ar quando estão no ar, ou, depende da água, quando se propagam na água.

Aliás, as ondas eletromagnéticas se propagam na terra (no subsolo), também, mas com alguma dificuldade e dependendo da freqüência.

Geralmente as freqüências de radio mais baixas se propagam bem na terra e na água enquanto as freqüências médias e altas não conseguem atravessar uma simples nuvem de chuva.

Os cientistas catalogaram todas as freqüências das ondas eletromagnéticas numa tabela que chamam de Espectro de Radiação Eletromagnética e verificaram que elas apresentam diferentes características conforme a freqüência. Vide Fig. 4.4


A Tabela abaixo dá os valores aproximados em comprimento de onda, frequência e energia para regiões selecionadas do espectro eletromagnético.

Fig. 4.4 O Espectro eletromagnético

O espectro eletromagnético é a distribuição da intensidade da radiação eletromagnética com relação ao seu comprimento de onda ou freqüência.

Regiões do Espectro Eletromagnético


Começando pelas ondas da rede elétrica de sua casa, chamada de corrente alternada de 110 volts e 60 Hertz. Ou mesmo por freqüências ainda menores (10 Hz, 40 Hz) que usamos para gerar os sons graves de nossos aparelhos de som.

Passando pelas ondas longas usadas pelos navios para suas comunicações. (São longas porque a distancia entre as frentes-de-onda é grande)

Depois subindo a freqüência pelas ondas de radio AM/FM, TV, Telefonia, Policia, etc.

As ondas-curtas e as micro-ondas, (São curtas ou micro porque a distancia entre as frentes-de-onda é pequena, microscópica) de freqüência ainda mais alta, de comunicação e de fornos de aquecimento.
Depois chega-se as ondas eletromagnéticas de alta freqüência, infravermelho que iniciam o espectro visual (Luz), pois nosso olho (retina) é sensível a elas.

Daí vêm as ondas eletromagnéticas que percebemos como luzes coloridas desde o vermelho, marrom, amarelo, verde, azul, e até chegar ao ultravioleta, onde termina o espectro visível.

Daí para cima, freqüências cada vez mais altas, os raios-X, etc, até que não se consiga mais medir. Mas mesmo sem medição, é lógico pensarmos em sua existência. Ou não?

É certo que sim, devem existir ondas acima das freqüências que conseguimos medir. A Teoria das Super Cordas garante que sim.


Tudo muito bonito.


Mas quem empurra o campo eletromagnético dando inicio à onda?
(Quem joga a pedra n’água?)

Bem, aí são as energias das fusões nucleares que ocorrem nas estrelas em constante ebulição. O Sol, por exemplo, emite muita radiação eletromagnética nas mais variadas freqüências.

O homem, um outro exemplo, aprendeu a gerar radiação eletromagnética de maneira controlada, tanto de freqüência quanto de intensidade, para seu uso nas mais variadas tecnologias, desde o Raio X até o Telefone Celular.

Hoje, as cidades estão inundadas de radiação eletromagnética de radiofreqüência gerada pelo homem, além é claro, da luz e outras freqüências geradas pelo Sol, nosso astro rei.

Como vimos, a Luz é também uma radiação eletromagnética e, dependendo da sua freqüência, assume as cores do arco-íris conforme pode ser visto no Espectro de Freqüências. Começando pela baixa freqüência do infravermelho, que não é visível mas esquenta um bocado, passando pelo amarelo, que apresenta maior intensidade aos nossos olhos, e chegando na alta freqüência do ultravioleta (UV), também invisível, mas que causa doenças de pele se nos expormos descontroladamente.

Vale ressaltar que toda energia que o Sol manda para a Terra, e que garante a nossa vida, vem através das ondas eletromagnéticas e nada mais. Há somente mais uma outra maneira de enviar energia através do vácuo do espaço sideral: A força da gravidade que provoca as marés, por exemplo. Já há quem aproveite a energia das marés.

A energia de uma onda eletromagnética depende da Amplitude e da Freqüência da onda, ou seja, depende da força do empurrão inicial e da quantidade de empurrões.

No próximo capitulo, vamos ver de perto esta forma de energia, como ela é gerada e quais as influencias que causa em nosso Cosmos.

Capitulo 5 - Onda, Energia e Materia

Onda, Energia e Matéria.

Como vimos, quase toda energia que recebemos aqui na Terra vem do Sol, através das ondas eletromagnéticas. Um pouco vem através da força da gravidade do sol que provoca as marés.

Vimos também que esta energia é gerada no Sol e em todas as estrelas através da fusão dos átomos destas estrelas. Mas, quem dá a energia para fundir estes átomos ?

Na verdade, é a enorme força de gravidade que atrai a grande massa da estrela comprimindo-a no centro desta e gerando temperaturas altíssimas. Quanto maior a estrela, mais massa e mais ação da força de gravidade, mais energia é gerada em forma de ondas eletromagnéticas. É uma gigantesca fornalha queimando matéria e transformando-a em ondas eletromagnéticas ! Portanto, toda a energia que recebemos do Sol vem da força da gravidade dele.

Vemos então que o físico Albert Einstein estava certo ao dizer que matéria pode se transformar em energia e vice-versa. Ou seja, matéria é energia e energia é onda, portanto matéria é onda também.

Os átomos no centro das estrelas são espremidos pela força da gravidade e explodem, desengarrafando as ondas da matéria e gerando ondas eletromagnéticas, espalhando energia pelo espaço. É parecido com a bomba atômica que o homem inventou, que se baseia neste mesmo principio.

Mas quem fez as estrelas e toda a matéria que compõe o nosso Universo ? Ou seja, quem colocou (engarrafou) toda esta energia contida nos átomos que formam a matéria ?

A resposta já esbarra um pouco no misticismo dos Vedas, mas vamos resistir mais um pouco com a ciência. Para responder a esta pergunta básica será necessário examinar o que é um átomo e seus componentes.

O modelo de um átomo.

O que descreveremos a seguir é um modelo simplificado de como é e como funciona o átomo, baseado nas descobertas da ciência do século vinte. Para explicar isso de maneira a que todos possam entender, evitaremos fórmulas e o uso de expressões científicas difíceis. A descrição será propositalmente simplificada, suprimindo alguns detalhes mais avançados em prol do entendimento. Tudo o que está aqui descrito, apesar de bizarro, já está provado e verificado e já possui o consenso da quase totalidade dos cientistas, acreditem.

Peço ao leitor que se prepare, aperte o cinto de segurança, pois iremos voar alto. Aqueles que ficarem com enjôo no final deste capitulo, não se impressionem, os cientistas que trabalharam e descobriram estes segredos também ficaram enjoados. Muitos, como Einstein e Plank, morreram discordando de suas próprias deduções e descobertas.






Na figura acima (Fig 5.1) vemos alguns quarks tipo u e d que formam os prótons e nêutrons acima.

Vamos lá.

O átomo é formado por um núcleo que se compõe de dois tipos de partículas. Os prótons e os nêutrons. Estes por sua vez são compostos de quarks que são como que tijolos da natureza

Além do núcleo, o átomo se compõe também de elétrons que ficam vibrando loucamente a uma grande distância (relativa) do núcleo e que são da familia dos Léptons, partículas com massa pequena e alta velocidade.

Se imaginarmos que o núcleo seja do tamanho de uma laranja, isto equivaleria aos elétrons serem do tamanho de grãos de areia fina que vibrariam a uma distancia de 500 metros da laranja. O “resto” do espaço interno do átomo é vazio (Fig. 5.2).


Os elétrons tem carga elétrica negativa e os prótons tem carga elétrica positiva. Os nêutrons, como seu nome
sugere, não tem carga elétrica nenhuma. Entre os prótons
e os elétrons, um atrai o outro e, se não fosse pela vibração louca do elétron, este seria atraído e sugado pelo núcleo e seria aniquilado ao se juntar ao próton. Por outro lado, os
prótons, de carga positiva, se repelem uns aos outros,
apertados que estão, no núcleo. Só se mantém unidos graças a uma força chamada “Força-Forte” que os cientistas dizem que é uma das quatro forças básicas do Universo, junto com a força da gravidade e a força eletromagnética que já conhecemos. (A quarta força básica é chamada de “Força-Fraca” que tem a ver com a radioatividade, mas no momento não nos interessa. )

A Força-Forte tem uma característica que a difere da força da gravidade.

A Força-Forte só atua fortemente em distâncias microscópicas e diminui rapidamente quando a distância entre os prótons começa a aumentar só um pouquinho. Ao contrário, a força da
gravidade atua em distâncias enormes, como da terra ao sol, se bem que também vai
diminuindo ligeiramente em função da distância.

Como os prótons estão muito próximos uns dos outros dentro do núcleo, a força-forte que age sobre eles atraindo-os uns aos outros, é maior que a força elétrica de carga positiva que repele uns dos outros. Então, eles permanecem unidos no núcleo, mas, são relativamente sensíveis a se separarem por causa de forças externas.

Como sabemos, dependendo da quantidade de prótons-elétrons que um átomo é formado, ele se

caracteriza em um dos elementos químicos conhecidos.

O hidrogênio é o mais simples: tem um próton e um elétron, só.

O urânio é um dos mais complexos, apresentando 232 prótons, 232 nêutrons, e mais 232 elétrons.

O que nos interessa nisso tudo é a maneira pela qual os elétrons se mantém equilibrados compensando a atração dos prótons no núcleo, com sua louca vibração. Ao contrário do que se pensava, os elétrons não ficam girando em órbitas ao redor do núcleo. Eles não funcionam como “planetinhas” ao redor do nucleo-sol. A massa deles é muito pequena e a força da gravidade não tem significado para eles. Eles vibram. E vibram loucamente de maneira que não se
consegue saber exatamente sua posição e velocidade.

A Física Quântica descobriu algumas propriedades desta vibração, aliás seu próprio nome vem desta descoberta: O Quanta. (Fig. 5.3)

Descobriu-se que os elétrons ficam vibrando em diversos níveis energéticos fixos, como se fossem degraus que eles sobem quando ganham energia suficiente para vibrar mais. Acontece que eles só passam de um nível para o próximo quando ganham uma quantidade igual ou
superior a mínima energia necessária para pular de degrau. Essa energia é que se batizou de
um Quanta. Ela depende da freqüência de radiação, ou seja é diretamente proporcional a esta freqüência.

Esta freqüência é a freqüência da onda que seria liberada se o elétron estivesse livre (não preso ao átomo) .

Quando maior a freqüência de radiação do elétron, maior será a energia necessária para elevá-lo para o próximo degrau. Se o elétron receber energia menor do que um quanta, ele não se modifica em nada. (É como lance de consórcio. Lance perdedor não vale nada)

Neste ponto, entra o Principio mais importante da Física Quântica: O Principio da Incerteza de Heisenberg, formulado pelo cientista alemão Werner Heisenberg, em 1927.

Este principio diz que não é possível determinar com exatidão, a posição e a velocidade de uma partícula, seja ela um elétron, um fóton ou um méson. Se se determina a posição com exatidão, então a velocidade ou o momento (força energética) desta partícula fica indeterminado. E, vice-versa, se se determina a velocidade com exatidão, a posição fica indeterminada.

Pode-se entender isso com o exemplo de um carro em movimento por uma estrada:

Saber sua posição e sua velocidade com a mesma precisão, em um dado momento, é impossível.

Vejamos:

Para medir a velocidade do carro teríamos que medir o espaço que ele percorreu e o tempo que gastou percorrendo este espaço. Então colocamos um sensor que irá iniciar o cronômetro num dado ponto da estrada e outro sensor que ira parar o cronômetro digamos, 10 metros adiante. Saberemos a velocidade média do carro nestes 10 metros dividindo 10 por “s” segundos que o
cronômetro marcou. (Fig. 5.4)

Sabemos a velocidade média com grande precisão mas a posição do veiculo não é precisa. Sabemos apenas que ele estava dentro daqueles 10 metros. Onde ? Não sabemos.

A precisão da medição do tempo também depende da precisão dos sensores, que naturalmente sempre tem um pequeno atraso na hora de acionar o cronômetro e na hora de pará-lo. Estes dois pequenos atrasos, se tornam cada vez mais desprezíveis se a distancia de medição for de 10 metros, 100 metros, 1000 metros, etc. O tempo gasto em percorrer estas distancias é muito
maior que o pequeno erro dos sensores. A precisão da medição da velocidade média, neste caso aumenta quando se deixa o carro percorrer distancias maiores entre os sensores. Porem, quanto maior a precisão da velocidade media medida, menor será a precisão de saber qual a posição do carro.

Ao contrário se quisermos saber com maior precisão a posição do carro, diminuímos os 10 metros para 5 metros, ou para 1 metro, ou para 1 cm.

Neste caso o erro (atraso) dos sensores do cronômetro irá se tornar significativo, porque o tempo medido será muito pequeno. Isto fará a precisão da medição da velocidade média medida ir para o espaço ! Saberemos a posição do carro em 1 cm mas a velocidade média, qual será, na verdade ? O erro dos sensores introduziu um tempo adicional. Cada vez que se diminui a distancia, o erro dos sensores é mais significativo. E junto com a velocidade, perde-se também o Momento (energia) que o carro possui naquela posição medida.

Ou seja, o Principio da Incerteza, não nos permite saber com exatidão, as duas coisas. Ou sabemos uma, ou sabemos outra.

Aí entra a segunda novidade quântica. O elétron que subiu um degrau energético ao receber um quanta, se “distanciando” mais do núcleo de prótons (em termos energéticos), não gosta de ficar aí. Ele possui um desejo louco de voltar ao nível mais baixo. Mas ele não volta de imediato. Ele decide voltar em um dado momento, sem nenhuma razão aparente, por pura sorte, ou probabilidade quântica como dizem os entendidos.

Nenhum cientista até hoje, conseguiu determinar o que faz um elétron decidir voltar. Einstein não engoliu esta e morreu dizendo que “Deus não joga dados”. Ele não estava de todo errado. Apesar de as regras do Universo parecerem ser de puro acaso ! Pura Sorte ! Puro Cassino !

Pelo menos até agora, nem a mecânica Quântica nem nenhuma outra teoria conseguiu desmentir isso. (Fig. 5.5)

E tem mais, quando o elétron resolve descer para o nível que é a casa dele, ele tem que devolver a energia, o Quanta que recebeu, e, então emite uma partícula-onda chamada de Fóton, que em alguns níveis de energia vem a ser a luz que conhecemos, e, em outros níveis pode ser um calor infravermelho, um raio X, uma onda de radio, ou de celular. Tudo depende de onde o elétron
desceu, com muito ou pouca energia quântica equivalente a um quanta. Depende da freqüência de radiação dele. Um Fóton tem sempre a energia de um quanta, mas como um quanta é sempre proporcional a freqüência de radiação, podemos ter fótons nos mais diversos níveis de energia, equivalendo a cor (freqüência) da luz deles. Esta proporção é sempre uma constante e foi batizada de “Constante de Planck” em homenagem ao pai da teoria quântica, Max Planck. Planck usou a letra “h” minúsculo, cortada por um traço, para simbolizar esta constante.

Há diversas maneiras de um elétron de um átomo ganhar energia, mas a principal é através da incidência de ondas eletromagnéticas. Bombardeando um átomo com ondas eletromagnéticas, de freqüência adequada, se consegue fornecer energia suficiente para os elétrons pularem os degraus e até saltarem fora do átomo, se libertando dos grilhões dos prótons, que os mantinham presos. Mas se eles não saltam, irão voltar aos seus níveis-casa, mais cedo ou mais tarde, de acordo com as probabilidades Quânticas, e emitirão fótons que devolverão a energia emprestada.

Uma outra maneira de um átomo ganhar energia é aquecendo o material que ele compõe, ou comprimindo os átomos uns contra os outros, como no caso das estrelas e suas fornalhas. O Sol, por exemplo, emite bilhões de fótons para nós a todo instante.

Os fótons enganaram os cientistas durante vários anos, pois apresentam características de serem uma partícula e também de serem uma onda eletromagnética. Isto causou polêmica nas décadas iniciais de século 20. Na verdade, foi graças ao estudo do Fóton que depois se veio a saber que os elétrons também são ondas e não somente partículas !

E os prótons e os nêutrons também são ondas. Todos não passam de ondas “engarrafadas” !

A Função de Onda

Os cientistas não sabem ainda a natureza exata destas ondas de matéria e energia engarrafadas e a teoria Quântica propôs uma saída gloriosa, que as experiências confirmaram totalmente.

Já que não podemos determinar com precisão a posição e a velocidade de um elétron ou outra partícula qualquer, isto quer dizer que não podemos jamais predizer o seu futuro.

Ao contrário de uma bola de bilhar em que sabemos exatamente onde ela estará no próximo segundo segundo a Física Clássica, no Elétron, é impossível calcular onde ele estará daqui a um segundo, pois não sabemos onde ele está agora se soubermos sua velocidade !

Propuseram então que o Elétron é uma onda de probabilidades, ou seja, se não se pode saber
com certeza onde ele está a cada momento e para onde ele vai no instante seguinte, pelo menos poderemos saber que a probabilidade de ele estar em um dado ponto é maior ou menor que a
probabilidade dele estar em outro ponto, e, com isso podemos desenhar uma onda de probabilidades para ele. Com o conhecimento matemático e físico atual se consegue desenhar esta onda de probabilidades do Elétron e, segundo as experiências feitas, estas probabilidades se confirmam. Esta onda recebeu o nome de Função de Onda do Elétron. Vide fig. 5.6

É como se fôssemos uma companhia de seguros de automóvel. Não sabemos exatamente quais dos nossos clientes vão bater o carro e qual será o prejuízo, mas podemos avaliar por meio de estatística quantos vão bater e qual o prejuízo médio, e assim programar nossa contabilidade.

Agora, o que é mais bizarro nisso tudo é que tendo probabilidade de estar em diversos lugares, um elétron pode estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo.

Na verdade, as diversas probabilidades dele são como fantasmas que estão em muitos lugares ao mesmo tempo, e, por isso, quando eu disse que não é possível medir a posição do elétron e sua velocidade, simultaneamente com precisão, na verdade eu não me expressei corretamente: Não existe uma posição ou uma velocidade de um elétron ! São muitas probabilidades a cada instante !

Ou seja, esqueça tudo o que você sabe sobre bolas de bilhar ou bolas de gude, os elétrons são partículas-onda que se comportam de maneira totalmente bizarra. Podem passar por dois furos distantes numa mesma chapa de uma só vez, podem mudar de posição sem motivo, etc. Tudo depende da função de onda e da concretização das probabilidades Quânticas. Elétrons são puras probabilidades, são loterias em miniatura.

Para o nosso mundo funcionar como funciona, a chave é a concretização destas probabilidades Quânticas das Funções de Onda da matéria, ou seja, tudo o que acontece no mundo é porque as probabilidades Quânticas, deixaram de ser probabilidades e se concretizaram, naquele momento, naquele instante, naquele átomo, porque alguma consciência as viu, olhou para elas, detectou-as. A bolinha da roleta caiu num orifício. O sorteio aconteceu, se concretizou. 

A natureza jogou os dados, é certo, mas nós, com a nossa consciência, influenciamos o sorteio, portanto Deus realmente não joga dados, ele confia em nós para o resultado final (livre-arbitrio).

Se Deus jogasse dados, todo o seu (o nosso) destino dependeria só da sorte ?

Ou não ?

Haveria maneiras de se controlar ou ao menos influenciar estas probabilidades Quânticas ?

Que tal viciar a roleta da sorte ? Ou poder controlá-la ?

A própria ciência responde:

- O Observador influi no resultado.

Fato comprovado teórica e praticamente, e conhecido no meio acadêmico como a “Interpretação de Copenhagen” feita por Neills Bohr em 1927.

Ao contrário da Física Clássica, onde se pode afirmar que as coisas acontecem quer haja um observador quer não, na Física Quântica, uma enorme onda de probabilidades (uma loteria) está latente enquanto ninguém observa e, somente uma entre elas é que se concretizará (o sorteio é efetuado) quando o observador olhar. O momento em que ele olha e a maneira como sua consciência observa, influem definitivamente em qual das probabilidades se concretiza, embora haja maior chance da concretização ocorrer no pico da função de onda.

A esta concretização se dá o nome de “Colapso da Função de Onda”, ou seja, todas as probabilidades “fantasmas” desaparecem, restando apenas uma, a “real”.

Mas, cuidado, não pense que voce poderá mudar as coisas e o seu destino só com uma simples observação ou um pensamento.   É preciso muita força mental para provocar o colapso fóra do pico das probabilidades, e fazer isso com milhões de eletrons ao mesmo tempo então é tarefa de super-heroi! 

Estão tontos ? Estamos falando de ciência, não de misticismo !

Foi assim que ficaram os cientistas que descobriram isto.

Na época costumava-se dizer que: “... se poucos entendiam a Teoria da Relatividade de Einstein, depois de estudá-la, um grande numero de pessoas acabava aprendendo. Mas, com a Teoria Quântica, com certeza, ninguém entende, mesmo depois de estudá-la !”

É melhor descansar um pouco. Voltaremos a este assunto mais adiante.


Teoria das Super-Cordas

Quem engarrafou estas ondas-matéria ? Estes Elétrons e Prótons eram ondas e foram engarrafados. E quem fabricou as ondas antes de engarrafá-las ?

Esta resposta só veio com uma nova teoria chamada “Teoria das Super-Cordas” desenvolvida nas décadas de 70 e 80.

No ano de 1968 o Físico italiano Gabriel Veneziano estava procurando uma equação que definisse o modo de funcionamento da Força-Forte, aquela que mantem os Prótons e Nêutrons unidos dentro do núcleo, e que só age em distancias microscópicas.

Depois de estudar o assunto por quase um ano ele se deparou com uma equação formulada a 200 anos atrás por Leonard Hoiler, um matemático Suísso. Esta equação descrevia exatamente a Força-Forte! Ele ficou famoso pela descoberta.

Alguns anos mais tarde, Leonard Susskind, em Stanford, olhando para esta equação, notou alguma coisa de familiar nela, mas não conseguia saber o que...
pensou nela por algumas noites seguidas e finalmente descobriu: Esta equação era a equação de uma corda ou elástico vibrando. Velha conhecida dos músicos.

Apesar de não reconhecida de imediato pelo mundo científico, aos poucos a teoria das cordas foi se firmando.

Esta teoria propôs que tudo é formado a partir de pequenos anéis de cordas, tipo violino, que estão em toda parte formando o tecido cósmico. Tão pequenos, que é impossível vê-los ou sentí-los com os aparelhos de tecnologia mais avançada de que dispomos. Estes anéis estão em formato de "loop" fechado e esticados ou torcidos a pressões estrondosamente altas de tal maneira que vibram muitíssimo e com alta energia.

Fig. 5-8 Repito aqui a aparência de uma corda da nova Teoria das Cordas, da Física Moderna:

• Seu comprimento é de 10(-33)cm. Ou seja 0,0000000000000000000000000000000001 cm.

• Estão tencionadas a 10(+39) toneladas, ou seja 1000000000000000000000000000000000000000 de toneladas. segundo os Físicos

Esta teoria como já vimos no capitulo 3, deduz que o espaço do nosso Universo não tem somente 4 dimensões (altura, largura, comprimento e tempo), mas sim, tem 11 dimensões. Nós não sentimos estas outras dimensões porque elas estão espiraladas em círculos bem pequenos, microscópicos. É como se fosse uma casca de laranja cortada em uma tira longa e espiralada, se você estica a casca espiralada ela parece um linha reta olhando de longe, mas na verdade é uma espiral. Fig. 5-9

O que pensamos que é uma linha reta, na verdade é uma espiral, em cada uma das 3 dimensões que vemos. Portanto só as 3 dimensões que conhecemos como comprimento, altura e largura, representam, na verdade 9 dimensões, pois cada uma tem três dimensões. Somando-se a dimensão tempo temos 10 dimensões. Fica faltando explicar só mais uma, que é a dimensão que dá a largura do anel. Esta dimensão está realmente fóra do nosso mundo mas fica embutida nos anéis que fazem nosso mundo existir.

Mas, voltando aos nossos anéis, neste mundo de 11 dimensões, eles vibram conforme a geometria de 11 dimensões e ressoam nestas dimensões, gerando com isso vários tipos de vibração como notas musicais.

Vocês já devem ter visto um violino ou um violão com suas caixas de ressonância. O fenômeno de ressonância funciona de maneira que uma dada vibração se auto-alimenta quando encontra uma geometria (caixa) com as dimensões múltiplas do comprimento de onda da vibração.

Esses anéis vibram, nestes espaços de 11 dimensões, em pequeníssimas caixinhas de ressonância. Uns vibram na ressonância de freqüência E, porque a caixinha tem um formato que ressoa nesta freqüência, outros na Q, outros na F, por exemplo. São freqüências de ressonância diferentes devido a geometria das caixinhas do espaço microscópico em que vibram. Na figura ao lado vemos a representação de uma corda (anel) vibrando.

Como sabemos que vibração é energia, e, energia é matéria, é fácil deduzir que aqueles anéis que vibram na freqüência “E”, por exemplo, dão nascimento a forma de onda engarrafada do elétron. A vibração desses anéis, confinados na geometria microscópica do espaço de 11 dimensões, faz nascer um pacote de ondas de energia engarrafadas que chamamos de elétron.

Idem para os que vibram na geometria Q, formando o pacote de ondas de energia engarrafadas que chamamos de quarks, que são os tijolos que formam os prótons e os nêutrons.

E assim se formam todas as partículas sub-atômicas; mésons, píons, neutrinos, etc. Modelos matemáticos destas vibrações já foram elaborados e muitas experiências indiretas confirmaram suas previsões, indicando que estamos no caminho certo. Não é possível verificar estes anéis visualmente pois são muito pequenos, e, portanto, todas as experiências são indiretas ou matemáticas.

Finalmente, algo de bonito e fácil de entender.

O nosso universo é MUSICA ! São acordes musicais que fazem o nosso universo existir.

Digo fácil, porque a matemática para se calcular a vibração de cordas é muitos simples e conhecida a muitos séculos. Só complica na hora de calcular essa energia em 11 dimensões...

Mais uma vez, os Vedas estavam certos. Eles se referem a um “Nada Brahman” que permeia todo o cosmos, traduzindo para: “O som do Silêncio”, Nada = Som, em sânscrito. Na verdade os místicos devem ter visualizado estas cordas-anéis vibrando, porém não escutaram nenhum som pois a vibração se dá completamente fora da freqüência audível.

Bem, chegamos no limite da Física contemporânea deste inicio do século 21. Sabemos que o mundo material provém de vibrações que se originam em anéis altamente tensionados e que permeiam todo o tecido cósmico.

Estes anéis, ao que tudo indica, se formaram por ocasião do big-bang, a explosão que deu inicio ao nosso Universo particular.

A formação da matéria, alguns segundos após a explosão do big-bang, corrobora esta teoria e demonstra que o engarrafamento das ondas eletromagnéticas se deu pela condensação e aglomeração da materia através da atração gravitacional.

Guardem este segredo: A Força Gravitacional tem a chave do nosso enigma.

Recentemente, já no século 21, surgiu uma nova e poderosa explicação para a origem do big-bang, segundo a qual existem inúmeros Universos-Membranas, muito maiores que o nosso, e que dois deles se aproximaram o suficiente para que se tocassem em um ponto, gerando uma explosão que foi o big-bang e acabou culminando com o nascimento de nosso Universo particular.

Ou seja, voltamos à estaca zero. Quem criou estes Universos-Membranas ?

Daí pra frente, ou melhor, para traz, é o misticismo quem manda. Mas ainda temos alguns pontos a esclarecer e algumas pistas a seguir que podem nos ajudar muito a fazer a ponte entre a ciência, o misticismo e nossas vidas. Veremos adiante.

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