Capitulo 8 - A Sincronicidade e a Ordem Implicada

Como controlar o seu futuro? Qual o papel da sua mente nas coisas que acontecem com você? É puro acaso? Ou há algo que você possa controlar em relação ao seu futuro?

Quantas vezes na sua vida já ocorreram coincidências significativas que te ajudaram de certa maneira? Muitas, com certeza. Se você não percebeu todas é porque não estava muito consciente.

E a intuição? Você já teve algumas? Com toda certeza sim.

E a Inspiração? Aquelas idéias geniais que às vezes nos acontecem durante o sono leve, outras vezes em conversas com amigos ou mesmo durante atividades corriqueiras? Com certeza você teve muitas.

JUNG e a Não-Casualidade

Todos estes eventos meio que parapsíquicos ou inexplicáveis realmente ocorrem, não podemos negar.
Pois Carl Jung, grande estudioso da psique humana e contemporaneo de Freud, estudou estes fenômenos e enunciou a Teoria da Sincronicidade para explicá-los.
Ele afirma que a Sincronicidade é um evento sem causa aparente, ou melhor, totalmente sem causa, mas que ultrapassa a conotação de coincidência, por ser muito significativo.Os eventos com causa são chamados de eventos causais, pois se pode determinar a seqüência de eventos que culminaram com a sua ocorrência.
Segundo Jung, o fenômeno da Sincronicidade pode ser descrito como quando dois eventos causais, ou seja, dois eventos que possuem uma cadeia de eventos anteriores de causa-efeito individuais, cada qual independente e sem nenhuma correlação com o outro, se encontram propiciando uma coincidência significativa.

Não há como negar que aqui se exprime algo ligado a não-separabilidade do Cosmos. Alguma informação é comunicada entre estes dois eventos em algum nivel quantico, provavelmente.

Jung estudou o papel de nossa mente nessa comunicação.

ABAISSEMENT

Jung cria o conceito de “abaissement” ou diminuição do nível de atividade mental ou cerebral, que acontece devido a uma forte crença ou motivação, que suga a energia mental, deixando a nossa psique em seu nível mais primitivo, quase animal.Creio que esta diminuição da atividade mental deixa o nosso cérebro quase livre de pensamentos, quaisquer que sejam, inclusive aqueles criados pelo nosso Ego, e abre um canal de comunicação entre o nosso cérebro primitivo e o Cosmos, ou os campos quanticos cosmológicos.
Isto coloca os dois eventos em contato através da não separabilidade do Cosmos e faz ocorrer a sincronicidade por meio de um fator aparentemente transcausal, isto é, sem causa. Geralmente, mas não sempre, o evento síncrono tem a ver com a crença forte acima citada.
Parece-me provável que alguma informação desta mente primitiva do abaissement chegue até estes eventos conectando-os.

Este “abaissement” é provocado, por exemplo, quando se deseja ardentemente, profundamente, do “fundo do coração” alguma coisa. Não basta desejá-la no nível do Ego, das palavras, dos símbolos, superficialmente. Até atrapalha, distrai o cérebro.
É preciso que este desejo esteja no nível da realidade sem palavras nem símbolos intermediando.

O Cérebro Holografico e a Ordem Implicada

Os trabalhos do físico David Bohm e do neurologista Karl Pribram se complementam para formular a teoria da Ordem Implicada e do Cérebro Holográfico.
Bohm criou, através de cálculos da física quântica, o que chamou de Teoria da Ordem Implicada, ou seja, ele prova matematicamente que existem variáveis ocultas que levam à conclusão da existência de campos energéticos não mensuráveis pelos nossos instrumentos. Ele chama estes campos de Ordem Implicada, ou seja, uma realidade “dobrada” sobre si mesma de maneira que é invisível e insensível a nós.
Segundo ele, esta realidade tem influência em nosso “Cosmos Explicado” ou “desdobrado” que é o mundo em que vivemos.

Tenho dois exemplos que talvez ajudem o leitor a entender melhor o que vem a ser esta “Ordem Implicada” de Bohm:

1- O "Efeito–Pêndulo", analisado pelo escritor Itzhak Bentov: Todos sabem o que é um pendulo. O mais comum é o pêndulo do relógio Cuco de parede. Pois bem, se acompanharmos o trajeto do peso na ponta do pêndulo e medirmos a sua velocidade a cada instante chegaríamos a conclusão de que ele atinge uma velocidade máxima no meio do trajeto e depois vai diminuindo até chegar na ponta onde atinge a velocidade “zero” e inverte o seu movimento, aumentando a velocidade até atingir a velocidade máxima em sentido contrário no mesmo ponto central. Mas, para calcular a velocidade (V) do pêndulo a cada instante é preciso verificar o espaço (S) que ele percorreu num dado tempo (T) e dividir um pelo outro.

Ou seja: V= S/T
Mas, no ultimo instante antes de parar, o pêndulo percorre uma distancia muito pequena, tão pequena que chega a ser menor que a constante de Plank que é de 10 (-33) cm.
(0, 0000000000000000000000000000000001 cm).
Ora, a Física Quântica diz que para distancias menores que esta os movimentos ocorrem sem gastar tempo. (Saltos Quânticos).

Outro escritor, Isaac Azimov, dizia que é como se os alunos jogassem giz nas costas da professora enquanto ela escrevia no quadro negro, mas quando ela se virava estavam todos comportados e estudando com a cabeça baixa... Na Física Quântica acontece o mesmo em distancias menores que “h” Plank: as partículas fazem loucuras mas estas loucuras se anulam umas as outras e tudo fica como se nada ocorresse...

Então nosso pêndulo, quando esta quase parando numa das extremidades, apresenta velocidade infinita pois percorre uma distancia mínima sem gastar tempo. “Puft” foi parar em outra realidade, ou seja, na Realidade Implicada de Bohm...

2- O Espectro de Freqüências: Como vimos nos capítulos anteriores, as ondas eletromagnéticas se apresentam em todas as freqüências, sendo que numa faixa de freqüências, se tornam visíveis naquilo que chamamos de Luz. Também vimos que quanto maior a freqüência, menor o comprimento da onda. No espectro visível, temos na luz azul e na luz ultravioleta, as freqüências mais altas e os comprimentos de onda da ordem de milionésimos de milímetro. Se continuamos examinando as ondas eletromagnéticas de freqüências mais altas, temos os raios gama, raios X, e por ai vamos, cada vez com comprimentos de onda menores. Chegaremos num ponto que nossos instrumentos não conseguem mais medir as freqüências altíssimas e os comprimentos de onda chegarão a valores inferiores a h Plank. Aí, acabou. Não é mais possível medir, prever, nem visualizar nada. Estamos novamente na Ordem Implicada de Bohm.


Uma boa metáfora para o que vem a ser a ordem implicada é a imagem gerada por uma lente projetada na parede ou tela. Enquanto a lente esta focada, a imagem aparece muito nitida na tela. Mas, se desfocarmos a lente movendo-a ou inclinando-a, então a imagem dá lugar a um borrão na tela. Pergunta-se: A imagem não esta mais na tela ? Claro que está, mas esta desfocada e não podemos vê-la ou senti-la. Ele esta como que "implicada", dobrada sobre si mesma, mas está lá, inteirinha ! É assim que se comporta a realidade implicada de Bohm: Ela esta aqui conosco mas não podemos vê-la nem sentí-la.

Somos como que comandados pelos campos da ordem implicada. Não chegamos a ser marionetes, pois temos amplo grau de liberdade e criação, mas, muita coisa nos é comunicada por estes campos. A esta comunicação ele chama de desdobramento, ou seja, o campo implicado é decodificado e passa a ser visível, detectável, no nosso mundo. Creio que o inverso também existe, isto é, nossa realidade explicada se “dobra” e torna-se implicada em alguns casos, possibilitando assim a comunicação em duas vias.
A ciência neurológica já está a um passo de explicar tais fenômenos de comunicação ou percepção extrasensorial (PES).

Teoria da Informação

A Teoria da Informação desenvolvida por Claude E. Shannon em 1948 chegou a conclusão de que a quantidade de informação que pode estar contida numa região do espaço é equivalente à entropia deste espaço. Melhor explicando: Ludwig Boltzmann, físico austríaco, em 1877, definiu a entropia de um pedaço de matéria como sendo todas as posições relativas possíveis de suas partículas microscópicas. Ou seja, se contarmos todas as combinações possíveis das moléculas de um gás num vidro, e todas as possíveis velocidades delas, teremos uma medida da entropia desta porção de gás.
Shannon nos diz que esta entropia desta porção de gás é também a sua capacidade máxima de estocar informação. Nada mais lógico, se considerarmos cada molécula do gás como sendo um bit de informação, então, todas as possíveis combinações destas moléculas são certamente a capacidade máxima de informação desta porção de gás.

Por aí dá para se perceber que a capacidade de estocar informação do Cosmos é imensa. Nossa tecnologia não usa quase nada ainda.Veja o quadro abaixo para ter uma idéia:

Um Cromossomo mede 0,0001 cm e possui 10 Gigabytes de informação.
Um CD de Áudio mede 10 cm e possui 10 Gigabytes
A Biblioteca do Congresso mede 100000 cm e possui 100000 Gigabytes
A Internet Mundial mede 1000000000 cm 100000 Gigabytes, mas cresce sempre...
Um Litro de água mede 10 cm e possui 1000000000000000 Gigabytes

O Universo mede ? cm e possui 10E90 Gigabytes

Com toda certeza, a “realidade implicada” de Bohm se utiliza de grande parte destes gigabytes de capacidade para nos transmitir informação.

Veja bem: Um litro de água tem capacidade de informação muito maior do que toda a Internet Mundial. Brahman é realmente poderoso!


Interferências de Ondas - Séries de Fourier
Está se chegando bem perto de concluir que nosso cérebro com seus neurônios e axônios tem a função de emissor-receptor de ondas, muito provavelmente ondas eletromagnéticas, de interferências de ondas holográficas não detectáveis por nossos aparelhos, mas que são facilmente decodificadas pelos nossos cérebros através dos vãos das sinápses e das ramificações dendritícas que atuam como antenas.
Vamos fazer um parentesis para explicar melhor o que são Interferências de Ondas:
Se você jogar duas pedras em um lago de aguas calmas, ambas as pedras farão ondas ao afundar na agua. Quando as ondas de cada pedra se encontrarem elas se somarão formando uma nova onda chamada de Onda de Interferência destas duas ondas, como na foto ao lado.
Pois bem, esta onda de interferência terá uma forma estranha pois é resultado da interferência das outras ondas senoidais.
Podemos ter ondas de interferência de duas, três, e até de milhões de ondas senoidais, resultando em formatos de ondas muito estranhos.
Um matemático de nome Fourier, formulou que todos os formatos estranhos de ondas podem ser subdivididos em ondas senoidais que seriam as originadoras que geraram estas ondas por interferência.
Ele criou as Séries de Fourier:

Qualquer forma de onda, por mais "quadrada" que seja, pode ser decomposta em series de senóides.
Na figura ao lado pode se ver na parte de cima a onda de formato estranho em amarelo e nas linhas que se seguem estão as senóides que formam esta onda estranha.




A Teoria Holografica utiliza este princípio, quando, através da interferência do feixe de raios Laser refletido pelo objeto com o feixe de raios Laser puro, cria um "desenho" no filme fotográfico que é a representação destas inúmeras senóides que compõem a onda de luz refletida tridimensional do objeto.

David Bohm chamaria este desenho de Ordem Implicada da representação fotográfica do objeto, porque, neste desenho, aparentemente um rabisco, está contida toda a informação tridimensional do objeto ! Todos os fótons refletidos no objeto estão lá representados !

Ou seja: Um sinal holográfico trás muito mais informação complexa e em pouco espaço de memória do que um sinal comum.


Neurônios, Axônios, Dendrítes e Sinápses.

Pribram, criou a teoria do cérebro holográfico, já ganhando adeptos em todo o meio científico, que, além de funcionar com sinais holograficos internos e externos de nossos sentidos, formúla a possível atuação das dendrítes dos axônios como antenas receptoras e transmissoras de sinais holográficos da Ordem Implicada do Continuum Espaço-Tempo, isto é, de interferências de ondas, que seriam decodificadas em nosso cérebro.A Telepatia, a Percepção Extra-Sensorial (PES), a Intuição, a Premonição, enfim todas as coincidências significativas de que Jung chamou de Sincronicidade, ficam assim explicadas.



Na figura vemos o esquema de um Neurônio. Em sua entrada ele possui uma grande quantidade de ramificações chamadas de Dentrites que funcionam como captadoras dos sinais elétricos provenientes de outros Neurônios. O Neurônio é uma célula como todas as outras possuindo um núcleo e todas suas características, porem, há uma ramificação muito longa chamada Axônio (chega até a um metro de comprimento) que transmite o impulso elétrico gerado no Neurônio pela estimulação de suas Dendrítes. Na verdade, o Axônio não encosta na Dendríte do Neurônio vizinho. Ele chega bem perto e forma o que chamamos de Sinapse, que é uma espécie de antena transmissora-receptora que serve de ligação entre dois Neurônios.
Em síntese, eu descreveria todo este sistema mais ou menos assim:

O nosso cérebro é um decodificador e um processador por excelência. Ele recebe informações químicas e elétricas através dos ligantes, peptídeos principalmente, provenientes de duas fontes principais:
- O corpo todo com seus sensores de funcionamento interno.
- Os sentidos que são sensores externos.

Estas informações internas (do pensamento e emoções) e externas (dos sentidos), geram correntes elétricas nos Axônios.
Vários Axônios se interligam às varias dendrítes do próximo Neurônio.

Tudo parece funcionar como num computador com seus circuitos lógicos se interligando com entradas em estado ZERO ou UM.

A figura ao lado mostra a interligação de 5 neurônios com suas entradas sinápticas gerando um sinal na sua saída (axônio em azul).

Pareceria em muito o nosso velho microcomputador ou microprocessador.
Mas, felizmente, nosso cérebro não é binário.

Nosso cérebro não funciona assim!!!

Ele é Holográfico!!!


Mas, qual a diferença de não ser binário e sim holográfico?

Primeiro: binário, quer dizer digital e nosso corpo humano não é digital, é analógico.
Segundo: Não existe um sinal binário nas entradas dendríticas dos neurônios. O que existe nas entradas dendríticas são ondas analógicas!

Vide a figura a seguir:

Como mostra a figura acima, estas varias ondas elétricas se interferindo nas dendrites deste Neurônio, são exatamente como varias pedras jogadas num lago de águas calmas e vão resultar numa onda de interferência que irá comandar o disparo do Axônio deste Neurônio. Ou seja, irá agir traduzindo holograficamente os impulsos iniciais !!!


De posse destas informações ele as processa e cria emoções que geram a resposta química ao organismo e também a resposta de ação ao exterior através dos músculos, tudo holograficamente.

O ciclo se fecharia, se bem que poderíamos introduzir a interferência ou o aparecimento do Ego, criado pelo processamento “lógico” das informações, como um sub-produto, e que vem a “atrapalhar” o sistema.

Mas não!
Há uma bifurcação! Justamente nas sinápses, que supostamente guiariam o processamento da informação através da passagem de pulsos elétricos de um neurônio a outro. Ondas holográficas da ordem implicada, da imensa fonte de informação universal, são captadas pelas dendrítes e entram no processamento.
Veja na Figura ao lado.

O Pulso elétrico holográfico, gerado pelo Neurônio que quer transmitir, é levado pelo Axônio até a Sinápse, onde deve "pular" no intervalo, ajudado pelos neurotransmissores (peptídeos), e atingir a dendríte do Neurônio vizinho.
Mas também há o pulso da onda holográfica que vem do Continuum Espaço-Tempo ou Ordem Implicada de Bohm.Se o espaço ou intervalo sináptico é aberto porque não poderia captar esta onda ?
Claro que capta !
Alias, porque os Neurônios não encostam uns nos outros e se conectam fisicamente como as outras células ? Porque fazer o sinal ter que "pular" na Sinápse ? Será que o sistema foi construído para captar algo de fora ? Pensem nisso!

Quando o nível de atividade cerebral está alto, as sinápses estão muito ocupadas conduzindo estes sinais elétricos, ou sendo ajudadas pelos peptídeos que aumentam a condução entre elas.
Neste estado de excitação cerebral (ruído), muito pouco das ondas holográficas da ordem implicada é aproveitado, se é que consegue ser captado. Alguns chamam a este estado de “inconsciência do agora”. Ou seja, a pessoa está presente, mas o seu cérebro está tão ocupado que não consegue captar nem alguns sinais dos próprios sentidos como a visão ou a audição, e muito menos os sinais holográficos da ordem implicada. Há uma analogia que os técnicos eletrônicos usam muito nas transmissões de radio ou TV: A relação Sinal-Ruído. Quando a estação transmissora do programa de radio está muito longe ou muito fraca, a antena do radio receptor capta mais ruido do que sinal e a musica fica impossível de ser percebida. O mesmo acontece quando a pessoa esta pensando muito, com atividade cerebral a mil por hora, o sinal da ordem implicada fica ininteligível.
Como sair desta? Os Zen-Budistas e os Taoístas recomendam: “sentar na calma”, ou seja, meditar, esfriar a atividade cerebral.

O outro extremo é o estado de abaissement de que Jung fala. Através de um “artifício natural” o nosso cérebro acreditando profundamente em um pensamento, deixa as sinápses livres ou com baixa atividade, sendo então possível a sintonia, a captação dos sinais holográficos da ordem implicada, e sua decodificação. Neste estado, você está totalmente presente, consciente e atento no agora. Você tudo vê e tudo sente. Experimente. É sensacional !

Já há estudos sobre o que vem a ser a ATENÇÃO: estar ligado no continuum espaço-tempo ! estar conectado !
Lembra-se daqueles momentos quando uma pessoa fica com o olhar fixo em algo e se desliga até da conversa ? É atenção máxima no objeto. É estar ligado, conectado !

Rituais
Crenças populares também ativam este abaissement, de tão enraizadas que estão. Ritos populares, se seguidos à risca e com fé, provocam o mesmo efeito.
Daí a importância da parte Exotérica da Religiões: Os Rituais. As cerimônias feitas por Sacerdotes, Curandeiros ou outros lideres espirituais. Tudo para conseguir focalizar o cérebro no “abaissement”.
Os místicos com certeza aprendem a dominar esta condição de comunicação com a nossa natureza cósmica através da não separabilidade do Cosmos, do Continuum Espaço-Tempo, com facilidade, por meio de técnicas de meditação, ou mesmo no dia a dia, sem meditação.
Eu mesmo já consegui certo domínio sobre a ativação deste fenômeno de sincronicidade em minha vida e tiro proveito em pequenas coisas como, por exemplo, achar uma vaga para o meu carro no shopping center, conseguir que um amigo ou um fornecedor me apareça, etc.

Já comecei a usá-la inclusive para atividades profissionais mais sérias como procurar um fornecedor de um dado produto, achar um provedor de serviço. Geralmente procurar tais coisas mesmo com a facilidade da Internet se torna difícil e pouco eficaz. Eu consigo fazer com que um amigo ou colega me indique o melhor fornecedor apenas contando o meu problema para varias pessoas e, de certa maneira, se largando de me preocupar com ele. De repente, alguém liga e me indica, ou eu me deparo com a solução como que por coincidência.Eu já não fico surpreso quando a solução ou a idéia que me faltava pula na minha frente vindo do nada. Esta técnica funciona mesmo.

Nas crendices populares, sempre existem rituais ou “receitas” para a cura ou para se conseguir alguma ajuda do além.
Estas receitas fazem aparecer o abaissement no cérebro da pessoa que tem fé nelas, pois absorvem toda a concentração do cérebro, deixando-o livre para conectar-se com a não-separabilidade ou a ordem implicada.
O segredo de tais rituais consiste justamente em desviar a atenção lógica ao problema, através de atos e ações completamente sem lógica, que dependem exclusivamente de fé, sendo ligeiramente complexos, de maneira a distrair a mente de quem os executa, fazendo-a parar de pensar.

Os Vedas, o Budismo, o Zen Budismo, o Ocultismo, o Cristianismo, o Judaismo, o Islamismo, e, creio eu, todas as religiões, em sua parte exotérica, possuem técnicas (rituais) para dominar este estado e conseguir obter vantagens espirituais, sejam eles chamados de curandeirismo, milagres, preces, rezas, iluminação ou nirvana.
Na figura ao lado vemos um Hindú soprando uma concha sagrada.







Jung se utilizou muito do estudo do Oráculo do I Ching para suas pesquisas, no que foi ridicularizado na época.
Com certeza os criadores do I Ching (1), desconhecidos até hoje, já sabiam de todos estes aspectos quânticos do Cosmos a 4 ou 6 mil anos atrás e criaram o Oráculo baseado na consulta à Ordem Implicada de Bohm.
Afinal, o ritual do sorteio das varetas do I Ching (foto ao lado) não é nada mais do que um método de provocar um forte abaissement na atividade cerebral da pessoa que o consulta !





A reza dos mistérios de Cristo com o Terço Católico (figura ao lado) é um bom exemplo de ritual para concentrar-se num abaissement.

Ao se repetirem as frases muitas vezes resulta que nós nos desligamos do pensamento logico.






Os Judeus também têm os seus rituais como mostra a figura ao lado em que um adepto se prepara para rezar enrolando a cinta de couro em seu braço e cabeça. Neste ritual o cérebro vai ficando cada vez mais calmo e distante da lógica do dia.











Recentes estudos, principalmente nos Estados Unidos da América, tem resultado em constatações estonteantes no que diz respeito a fenômenos de telepatia, vidência e curas por orações que evidenciam a comunicação captada nas dendrítes, mesmo sem que a própria pessoa saiba ou esteja preparada para recebê-la.
Alguns exemplos:

Num estudo conduzido pelo Dr. Randolph Byrd, cardiologista americano, de um grupo de 393 pacientes com doença coronária, no Hospital San Francisco, 192 pacientes tiveram seus nomes e descrição entregues a devotos de diversas religiões para que rezassem por eles.
Nem os pacientes, nem os doutores, nem a enfermagem sabiam quem pertencia a que grupo.
Ao final de 10 meses, o grupo pelo qual os devotos rezaram mostrou varias diferenças positivas em relação ao outro grupo:
- Usaram 5 vezes menos antibióticos.
- Tiveram 3 vezes menos edemas pulmonares.
- Nenhum dos pacientes necessitou de ventilação respiratória.
- Morreram menos pacientes que no outro grupo.

Num outro estudo, no Dartmouth-Hitchcock Medical Center, entre 232 pacientes que sofreram cirurgia no coração, os que tinham alguma crença e fé, tiveram uma taxa de mortalidade 3 vezes menor do que os que não tinham fé.

Em estudos entre a população mais velha, os que freqüentam alguma igreja mostram pressão melhor controlada, menos derrames, menos depressão e menos suicídios, comprovados estatisticamente.

Nosso cérebro holográfico, sintonizado no padrão de ondas que pairam na não-separabilidade do cosmos, é um instrumento de perfeita integração corpo-mente-espirito, como acertadamente já diziam as antigas tradições Védicas e místicas. Somos todos um. Não há indivíduos separados. Vale a pena repetir os Upanishads:

“Preenchidas totalmente com Brahman estão as coisas que vemos”,
Preenchidas totalmente com Brahman estão as coisas que não vemos,
De Brahman flui tudo o que existe:
De Brahman flui tudo - todavia ele ainda é o mesmo.
OOOOOMMMMMM... ““.


A minha receita para o seu “abaissment” e sincronicidade:

1- Pense naquilo que você deseja que aconteça ou naquilo que você precisa. Mentalize com afirmação positiva a imagem daquilo que deseja. Não use palavras, pronomes, advérbios, adjetivos de espécie alguma. Somente imagens.
2- Entenda bem o que você quer. Não pense no que você não quer. Sempre positivo.
3- Desligue totalmente o seu pensamento lógico sobre o seu desejo. Deixe ele se alojar nas profundezas sem lógica do seu cérebro. Esqueça-se dele logicamente, use apenas a imagem mas logo, também abandone a imagem. Fique só com o sentimento. (Lembre-se que você tem que eliminar os símbolos.)
4- Toda vez que o seu desejo aparecer flutuando no seu pensamento lógico-racional, não o aceite. Mande-o de volta às profundezas sem lógica do seu cérebro. (Os budistas recomendam que você use um "carimbo" imaginário e carimbe os pensamentos do desejo, assim eles vão embora)

Variante religiosa ou mística:
1- Pense naquilo que você deseja que aconteça ou naquilo que você precisa.
2- Entenda bem o que você quer.
3- Desligue totalmente o seu pensamento lógico sobre o seu desejo. Dirija o seu desejo a um Santo ou amuleto de seu agrado. Esqueça-se do desejo, pense no Santo ou amuleto.
4- Toda vez que o seu desejo aparecer flutuando no seu pensamento lógico-racional, não o aceite. Mande-o de volta ao Santo ou amuleto.

3 comentários:

O Ateu disse...

"NÃO HÁ COMO NEGAR que aqui se exprime algo ligado a não-separabilidade do Cosmos. ALGUMA informação é comunicada entre estes dois eventos em ALGUM nivel quantico, PROVAVELMENTE."
Ou seja, o autor certamente não sabe de nada relacionado a isto e posta essas inventividades.
Blog sem a mínima relação com Razão e Ciência.
Por que Vossa Senhoria não retira o Ciência do título e fica apenas com esoterismo, é mais justo para todos.

Boris Risnic disse...

A frase comentada é uma tese e as teses são realmente inventividades. Galileu quando disse que a Terra é redonda e se movia ao redor do Sol também usou de inventividade e também foi criticado tanto por Ateus quanto por Religiosos...
Mas para desacreditar uma tese não bastam palavras, é necessário provar a antitese.
A diversidade de opiniões é que move o espirito humano!

Anônimo disse...

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